domingo, 8 de dezembro de 2013

Coisas da Vida!

Hoje é Domingo, dia de empastelamento e de reflexão profunda por entre os recantos mais poeirentos e menosprezados sobre a puta da vida. Mais um dia passei eu, sem muito espaço de manobra para tomar as rédeas do que há para levar em frente, talvez devido ao historial de hectolitros de álcool que este fim-de-semana me proporcionou, levando a uma consequente dor de cabeça.
Este texto vem muito a propósito do título que o pingente encardido decidiu engendrar, não é para ficar bem na fotografia que se escreve o primeiro texto sobre o título de um blog acabado de criar, pelo menos quero acreditar que não.
Mas antes que mude de ideias, vou deixar o meu kit de unhas teclar nestes botões como uma conduta a criar mais um... texto? Uma prosa? Um poema? Merda? Sei lá, seja o que for...
E era sobre isto que falávamos, sobre o que fosse!
Começando com uma típica salva de desgostos amorosos que salienta a veracidade de um ditado afamado pelo vinho: "in vini veritas"; e passando pelo típico onanismo filosófico relativo a política, religião, direitos humanos, tudo o que seja o cúmulo dessa coisa gigante e estranha que é o mundo, era assim que se falava naquela noite.
Não ando na vida com grandes propósitos e sinceramente não me conheço bem o suficiente para saber o que quero. Digamos que me encontro numa fase amorfa, fui evoluindo ao longo do tempo em diferentes direcções e para as quais ainda sou arrastado. Há quem critique o meu desprezo imenso pela evolução de carreiristas, advogados, doutores, engenheiros profissionalíssimos que no final das metamorfoses evoluem na sua reforma choruda. Considero esses trajectos completamente desinteressantes e desprovidos de substância, não passam de mudança de rótulos, se evolução é isto então evoluir é morrer.
Assim sendo resta-me só canalizar tudo o que vou fazendo numa espécie de exorcismo em relação à náusea e asquerosa dor de cabeça que o mundo me proporciona todos os dias e de forma maciça. Para mim o paraíso consiste numa cristalização do meu corpo num momento de êxtase, sem que todo o excesso de merdas modernas e evoluídas que preenchem o mundo comercialmente me tolhe o espírito.
Estou a escrever imenso, talvez esteja a passar um grande filme entre estas quatro paredes...

Sem comentários:

Enviar um comentário